O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), parece ter feito as pazes com mais um correligionário depois de protagonizar troca de farpas e alfinetadas nas redes sociais, que esquentaram os bastidores da esquerda fluminense na última semana.
Nesse sábado, 8, Quaquá usou as suas contas nas redes sociais para selar a paz com o candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT), que havia participado de um vídeo ao lado de outro candidato a deputado federal, Lindbergh Farias (PT), acusando a direção do PT do Rio de ser uma “Capitania Hereditária”.
A rixa, que tinha alvo o prefeito de Maricá e seu filho, Diego Quaquá (PT), também candidato a deputado federal e presidente estadual do partido no Rio, teria como ponto de partido a decisão de dar o número 1313 para o filho de Quaquá, que assim herdava o número usado por seu pai nas eleições de 2022.
Na publicação, Quaquá diz que o problema com Freixo está resolvido, e reforça o foco do partido na reeleição do presidente Lula (PT-SP), e nas eleições de Eduardo Paes (PSD) para governador do Rio, e de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) para as duas cadeiras do Estado do Senado.
“Tá zerada qualquer problema e divergência com Marcelo Freixo! Pra campanha do presidente Lula e do nosso governador Eduardo Paes; com Benedita e Pedro Paulo senadores; é preciso unidade e visão estratégica!”, escreveu Quaquá.
Mas além de resolver um problema, o prefeito de Maricá, que também é vice-presidente nacional do PT, anunciou que será de Freixo a responsabilidade de puxar votos de Lula no Rio, com mais tempo de propaganda eleitoral na TV.
“Freixo é além de um nome conhecido e de longa trajetória na esquerda e com grande capacidade de crescer eleitoralmente. Então nada mais justo e estratégico que ele seja o principal puxador de legenda do PT do RJ na TV!”, anunciou Quaquá.
A decisão contraria as primeiras notícias que vinham de bastidores da política fluminense, em que o PT priorizaria campanhas de reeleição, tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na hora de dividir o tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio.
Segundo a colunista política Berenice Seara, do portal Tempo Real, no último dia 30 de julho, a decisão apontava para dar mais tempo para a reeleição de Dimas Gadelha, Lindbergh Farias e Reimont na Câmara Federal, e Zeidan, Renato Machado, Marina do MST, Verônica Lima e Elika Takimoto na Alerj.
Apesar do anúncio ser visto nos bastidores da política fluminense como uma bela espetada em Lindbergh, Quaquá diz que a decisão mira apenas nos interesses do partido no Rio, apontando Freixo como a melhor imagem para trazer mais votos para os candidatos do partido.
“Nós não fazemos política baseados em luta interna! Só a fazemos quando somos provocados! Somos maioria absoluta no PT do Rio porque temos trabalho popular real! Então, reconhecendo que o tempo de TV tem que servir pra potencializar a eleição de nossos deputados, entendemos que Freixo tem a melhor credencial e imagem pra ser o puxador de votos do PT!”, finalizou Quaquá.
