O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), publicou, nesse sábado, 1º de agosto, um vídeo nas suas contas das redes sociais, em resposta à publicação compartilhada entre o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ).
Na publicação, também em vídeo, Freixo e Lindbergh criticam a governança do PT no Estado do Rio, comandada pelo filho de Quaquá, o candidato a deputado federal Diego Quaquá (PT), que herdou do pai o número 1313, que seria um estopim da rusga interna do partido.
“Minha gente, eu acabo de ver o vídeo do Freixo junto com o Lindbergh falando de capitania hereditária. Deixa eu dizer uma coisa, o número 1313 foi usado por mim na eleição passada. E eu fui eleito deputado federal. Saí para voltar para Maricá, para ser prefeito de Maricá e, portanto, estaria dentro do meu mandato ainda. O Diego é presidente do PT do Estado, e está usando o número que Maricá, a cidade mais importante do PT no Rio de Janeiro, uma das maiores administrações da história do PT no Brasil, usou na eleição passada”, argumentou Quaquá.
Além de criticar as declarações dos colegas de partido, o prefeito de Maricá também aproveitou para chamar a atenção dos 2, que teriam “abandonado o barco” do partido durante as investigações da Operação Lava Jato, considerado o período mais turbulento da história recente do PT.
Quaquá lembra que Freixo, na época no PSOL, apoiou o ex-juiz Marcelo Bretas, a Operação Lava Jato, e o ex-juiz Sérgio Moro (PL-PR), e que Lindbergh quase saiu do PT para seguir a senadora Heloísa Helena (PT-AL), que acabou expulsa do partido em 2003, juntamente com outros dissidentes que fundaram o PSOL.
“Queria dizer o seguinte, quando Freixo apoiava o Bretas, a Lava Jato e o Moro contra o Lula, dizia que, inclusive tem na imprensa fartamente documentado, o Lula livre não era prioridade da esquerda, e quando Lindbergh quis abandonar o PT para ficar com Heloísa Helena e fundar o PSOL e ser contra o presidente Lula, eu tava lá! Junto com o presidente Lula, junto com o PT, organizando caravanas em Curitiba para denunciar aquela prisão e aquela condenação ilegal, irregular e injusta com o presidente Lula”, disparou ele.
Embora tenham afirmado no vídeo que as críticas e a alusão à “capitania hereditária” para a direção do partido no Rio não se referiam ao número, o estopim da rusga no Rio teria sido justamente a aprovação do PT fluminense pelo uso do 1313 por Diego Quaquá.
Além do vídeo, segundo o jornalista Luis Felipe Azevedo, de O Globo, Freixo e Lindbergh teriam formalizado uma queixa ao diretório nacional do PT contra a decisão da Executiva fluminense, considerada por eles como “arbitrária”.
Enquanto isso, o clima no PT do Rio segue escaldante e sujeito a chuvas e trovoadas, como todo bom verão carioca, e das cidades do litoral do Estado, onde parece que a paz interna sempre está por um fio, ou por um vídeo.
























